O gavião veleja com leveza
dentro do infinito azul do céu.
Deixa o homenzinho extasiado
por debaixo do seu chapéu.
Vagar, vaguear, como o gavião vaga,
medo da insignificância lhe amarga.
Mas o homenzinho logo se satisfaz
por não ver, no campo, o boi voar.
JN. Dantas de Sousa, Eurides