Parecem
viver numa crise sem fim os enfrentadores de situação ruim. Para eles, não há
mais solução, não há mais saída. E se acham na fila da fragilidade humana. São
indivíduos, assim, fáceis de cair nos braços dos automotivadores, para venderem
seus livros. São alvos de doutrinas espiritualistas, gnósticas, satânicas,
pregadas por espertalhões curadores de almas. Há inumeráveis casos, ocorrendo
no cotidiano.
Muitos
perdem tempo e dinheiro à procura de resolverem seus problemas existenciais.
Atiram-se a ciladas, armadilhas maléficas, às quais só lhes prolongam dores, só
os levam a viver se lastimando. Tornam-se, naturalmente, indivíduos
estressados. Tornam-se seres humanos ingênuos, a se converterem peregrinos de
consultórios para “espiritualóides”. Ou se tornam pseudoleitores de palavras
positivas, de textos sem clareza, produtos carentes da permanente energia
espiritual divina.
E o mundo hodierno se encontra cheio de
indivíduos catastróficos, a viverem se comportando nesses ideais e ideologias
desumanos.
A
falta de confiança em Deus Pai, onipotente onipresente, onisciente, é a maior
causa desse mal humano. No entanto, muitos se esquecem da Soberania Divina. Não
confiam na Vontade Divina, porém se apoiam na própria vontade, ou na vontade de
um ser falível, pecador. Assim, descreem na confiança da Divina Providência ser
benéfica para a solução de qualquer problema terreno. Até mesmo enquanto você
dorme. Se Deus - Pai, Filho, Espírito Santo - não dorme, Ele pode agir a favor
dos seres humanos.
Deus
é cioso de nossa felicidade. Conhece o que desejamos. Os indivíduos, que fogem dEle,
perdem a lucidez da vida e deixam-se vagar em interpretações inúteis de
leituras por homens falíveis. Já o perfeito cristão é simples, humilde e faz a
vontade de Deus, abraça a Sua verdade. Desfruta de uma calma imperturbável, já
que conhece a medida do amor de Deus.
Logo, fé e razão tornam criaturas humanas amadurecida. Elas existem para desenvolver a inteligência de quem deseja ter
felicidade, ou dos que, repito, se acham na fila da fragilidade humana.
JN, jan. 2024 d. C. Dantas de Sousa, Eurides